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[Tradução] Nade forte!

Tradução de “Go Hard!” escrito pelo treinador Dunstan Bertschinger

Este é um mantra muito popular entre os triatletas da Austrália. Um afirmação e confirmação tribal pré-prova. Encorajamento para “nadar forte” e “dar tudo de si!” na prova. “E por quê não?” eu escuto você perguntar. Bom, da última vez que chequei, não encontrei nenhuma prova onde estavam distribuindo medalhas para quem gastasse a maior quantidade de energia.

águas abertas

Então qual é a alternativa? Pode ser só uma insignificante questão de semântica mas, para mim, as idéias às quais prendemos nossa mente são muito importantes uma vez que elas nos influenciam de formas sutis…

Qualquer um que conhece um pouco dos conceitos de Total Immersion sabe que nadar forte nem sempre significa nadar rápido. Na bicicleta existe uma relação direta entre força e velocidade. Coloque mais força nos músculos e você andará mais rápido. É simples assim! É possível pedalar percursos com subidas e descidas onde é possível otimizar o uso da força, mas não vamos entrar nesse tema aqui…

Em comparação, a água é uma armadilha de energia muito eficiente. É possível que um nadador médio gaste o dobro de energia e mesmo assim não consiga aumentar sua velocidade em nada! A maior parte da energia é gasta em espuma e barulho. É por isso NADAR FORTE não basta.

Precisamos aprender a sentir nossa VELOCIDADE na água. Afinal, é isso que queremos conseguir com nossa natação, o caminho mais rápido da largada até a chegada. E isso não é o mesmo que “nadar forte”. Ir o mais rápido possível no dia da prova requer muito mais conhecimento e concentração do que exaurir 100% de suas forças.

águas abertas

A melhor maneira de aprender isso é treinar lado a lado com um companheiro de treino de águas abertas. É um pouco como o exercício conhecido como “sintonia dos 2 barcos” na prática da vela, onde você usa dois barcos idênticos, um como referência para o outro e você faz todos os ajustes para extrair mais velocidade do seu barco. O outro componente de provas de águas abertas é obviamente o tático. Quando Terry e eu competimos na Prova do Cabo de 2 milhas, no Lago Plácido em agosto, foi a prova mais tática e excitante de minha vida. Nenhum de nós chegou perto do melhor tempo mas eu senti que cada um de nós puxou o outro ao mais rápido que pudemos chegar nesse dia.

Em cada momento que você estiver competindo, pergunte-se:

  1. Eu consigo relaxar e manter a mesma velocidade?
  2. Eu consigo ir mais rápido sem “tentar”?

Por último: você consegue “relaxar na velocidade”? Está é uma habilidade que se adquire com a prática mas para mim é uma dos aspectos mais recompensadores de uma corrida de triatlo. Da próxima vez que estiver nadando, pedalando ou correndo lado a lado com um competidor será sua próxima oportunidade de praticar. Aguarde esse dia!

E aqui vai meu encorajamento pré-prova para todos vocês:

“Nade bem!” e “nade rápido!”

One Comment

  1. Catia says:

    Adorei a materia visualise!

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